domingo, 13 de dezembro de 2009

...

-' Eu poderia ser um rei.
Eu poderia ser um deus.
Eu poderia foder com o mundo só com um toque.
Eu poderia cheirar a neve e não sentir mais meus dentes.
Eu poderia cuspir na cara do mundo
Nós poderíamos morrer juntos.
Nós poderíamos queimar a bandeira
Nós poderíamos ver as moscas botarem seus ovos.
Vamos odiar o mundo
Vamos queimar a sua casa
Iremos pregar seu Deus na madeira
Vamos roubar as suas drogas
Iremos vencer
Iremos morrer

Quando eu me tornar o amanhã,quando me tornar aquilo que você mais odeia.
Você irá olhar para trás e se lamentar pela a perda.
Você não pode aprender sobre a morte
Se não tiver cruzado com ela.

Você não pode ser aquilo que quer
Eu posso ser tudo.
Eu apenas vivo aqui.
'- Drogado,Drogado e Drogado.

O mundo irá acabar - todos vocês - irão sofrer e NINGUÉM irá se salvar.

Não se esqueça :

Cada vez que eu faço minha mãe chorar
Um anjo morre e cai do céu
Quando o garoto ainda é um verme.
é difícil aprender sobre o numero 7 - Marilyn Manson - Cryptorchid

domingo, 6 de dezembro de 2009

O Infante.

E se parasse de pensar? E se minha racionalidade me engolisse? Confiro força ás palavras conforme a dor que elas me proporcionam.
O explicito do meu ser, a criatura infante que mora em meu interior, não se importa com meus anseios.
Seja tal grandiosa, ou ínfima;
Descontenta-se com meu ser, e se alimenta de meu perispírito como se não fosse seu próprio.
A sensação latente, o querosene que queima em minhas veias me faz inferir que é a droga mais sumosa.
Metanfetâmina aplicada direto em plasma. Depreendo disso tudo mais nada, e na realidade nunca compreendi.
Meu jogo de palavras não há de surpreender ninguém. Minha inflexão há de ser minha e somente minha.
Fecho as portas à julgamentos que possam vir a inficionar meu ser. Mimosa sumptuosidade minha; pompa egoísta, porém ténue; Delgada regalia que me permito.
e de delgada se produz então a quebra de "Abdo" em dois, três, dez ou mil. Mil almas a habitar um corpo, perfilando-se á esperar uma deixa, uma baixa na defesa para que alastrem-se e
imponham seus desígnios perante os meus.
Se meus dedos são tão subtis, minha pele tão delicada, e meu pensamento faustoso, porque a munição está na agulha e o cano no crânio?
Cruze os dedos, Desça a guarda, respire profunda e voluptuosamente para não vir a respirar mais; Escolha seu eu mais débil e;
Bang. Despedaço a matéria, desfaço em energia e reconstruo ao nada.
Deixo o fardo da carne e trago o peso da alma. Infante não há mais, e eu descobrir-me-ei por si.