E acorda cada manhã para fazer o que do ontem pertence.
E assim eu posso denominar Homo Sapiens.
E talvez pense que eu poderia ser diferente, que as coisas poderiam ser diferentes.
Que o igual só é igual por definição própria, e o que diverge mora ao lado.
E o que fora do comum parece ser, é simplismente a minha humanidade a aparecer.
O animal que mora em mim, não é tão animalesco que o animal que eu sou.
E talvez mais fácil seja eu assimila-lo do que evitá-lo. Aprender do que ocultar.
Deixar transparecer ao invés de desaparecer. Soltar as correntes do meu pensar.
Esconder o monstro da lagoa, aquele que ninguem quer ver.
Pois meu instinto clama pelo maior. Mesmo que o maior seja menor.
Menor do que os olhos podem ver. Maior do que existência pode ser.
E do tamanho que quero meu viver. Talvez não precise do que tenho.
E sim do que possa um dia, vir a ter.
Mas isso deixo a critério do que há de vir. Porque hoje sei:
A vida te oferece menos do que se quer, e mais do que se deve ter.
Mas NUNCA mais do que seus braços podem carregar.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
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